“Não confie nos laboratórios”

Este foi o título do artigo de Suzane Frutuoso, publicada na Revista Época de 30 de julho de 2007, referente a entrevista realizada com o escritor sueco Peter Rost, um médico e ex-executivo da Pfizer que diz que as práticas da indústria farmacêutica são ilegais e antiéticas.

Peter Rost 1

Rost afirma: “não podemos confiar nos laboratórios, pois a principal preocupação da Indústria Farmacêutica é ganhar dinheiro. As pessoas têm que se conscientizar disso. Cobrar posições claras de seus médicos que também não são confiáveis, pois seguem as regras da Indústria. Eles receitam o remédio do laboratório que lhe dá mais vantagens, como presentes ou viagens. É uma situação difícil para o paciente. Por isso, é importante ter a opinião de mais de um médico sobre uma doença. E checar se ele é ligado a Indústria. Como saber? Verifique quantos brindes de laboratório ele tem no consultório. Se houver mais de cinco é mau sinal”.
Peter Rost afirmou também que as práticas de venda da Indústria Farmacêutica colocam em risco a saúde da população mundial. Disse ainda: “Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças conhecidas há décadas. Os países pobres não podem pagar essa conta.”
Segundo Rost a Indústria Farmacêutica se tornou tão poderosa porque ganha cerca de US$ 500 bilhões ao ano e os laboratórios se tornaram donos da Casa Branca. O governo Americano chega a negociar com os países pobres em nome deles. Os Estados Unidos pressionam esses países para que aceitem patentes além do prazo permitido o que provoca a demora desses países para que terem acesso ao medicamento mais barato. E se as nações pobres não aceitam a medida dos americanos, correm o risco de sofrer retaliação e de nem receber os medicamentos. Pessoas que dependem desses medicamentos para sobreviver, como os soropositivos, poderão morrer se o país não se sujeitar a esse esquema.
Peter Rost publicou The Whistleblower:Confessions of a HealthHitman (O Denunciante: Confissões de um Combatente do Sistema de Saúde), lançado nos EUA em 2006 e inédito no Brasil.

“Materia publicada no blog da APANAT em 05/09/2007 e agora republicada”

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