Apanat - Associação Paulista de Naturologia

(esqueci a senha) (cadastre-se)
página inicial

Cristalterapia

Origem

O poder mágico e terapêutico dos pedras se perdem no tempo. (Tecnicamente o termo correto para ser utilizado seria cristais de rocha ou gemas, mas seu pouco uso corrente na língua cotidiana os torna desconhecidos). O Folclore e a necessidade humana de transcender o real e depositar suas fantasias e temores em um mundo mágico, tem criado tantas histórias e lendas que chegam aos nossos dias intactas. Muitas delas evidenciam a história do homem e dos cristais inter-relacionadas na Terra através dos milênios.

A totalidade do processo de evolução representa uma constante interação entre o eterno par de opostos, o Sol e a Lua, ou o fogo e a água, representando os princípios masculino e feminino.

De algum modo o fogo parece ter sido o início do mundo, ele fluiu sob a forma de lava, trazendo consigo todos os minerais e a força elemental da natureza, que mais tarde se transformou em matéria orgânica através do processo de condensação. Esta última, aliada a cristalização dos minerais, produziu cristais rochosos coloridos conhecidos como pedras preciosas. 

Jóias e amuletos utilizados por chefes tribais também aparecem nas coroas reais e objetos de culto na Ásia e Europa. Provavelmente as gemas mais antigas utilizadas por nossos antepassados das cavernas foi o âmbar, pois foram encontrados colares deste material em tumbas pré-históricas da idade da pedra, na Inglaterra e outras partes da Europa. O âmbar é mencionado por Thales de Mileto, Platão, Aristóteles, Paracelso, entre outros. Theophrastus e Plínio estudam as gemas em seus tratados, nos relatando sobre as virtudes das esmeraldas, safiras, ametistas, rubis e ágatas. 

 
Histórico

As gemas atualmente também são utilizadas na homeopatia, que em seu remédio Alumina, utiliza óxido de alumínio que em sua forma mais pura está no rubi e na safira. Também a medicina Antroposófica de Rudolf Steiner utiliza gemas como o quartzo, fluorita, jaspe, obsidiana, malaquita, ônix, etc, em vários medicamentos.

Utilizar as gemas para curar foi e tem sido sempre um assunto de consciência individual, e a memória da humanidade se mantém através dos milênios. Pouco a pouco através de exercícios que unem a ciência à consciência, estamos conhecendo aquilo que ajuda o homem para sua realização plena e harmoniosa, resgatando esses conhecimentos.
 
Os elementos que compõe o reino mineral fazem parte da matéria prima do planeta Terra, cuja estrutura está em contínua mudança há 4,6 milhões de anos. Eles foram as primeiras substâncias sólidas da Terra durante sua formação, recebendo luz e energia e continuando a se metamorfosear, à medida que o próprio planeta se transforma, esse processo está em continua formação gerando novos cristais e rochas.

Por esse motivo o reino mineral é conhecedor da sabedoria da natureza e pode ser considerado o DNA do planeta Terra, um registro químico da evolução ao longo de milhões de anos, guardando a indelével lembrança das forças poderosas que os moldaram.

Alguns cristais foram submetidos a enormes pressões, enquanto outros se desenvolveram em câmaras nas profundezas do subsolo; outros se cristalizaram a partir do gotejamento de soluções aquosas. Esses aspectos de formação incluindo os tipos de cristalização, os componentes químicos, suas cores entre outros aspectos, são fatores muito importantes para distinguirmos suas propriedades terapêuticas e a maneira como interagem com os ambientes e seres humanos.

Conceito

O Conceito de Cristaloterapia é facilmente entendido e simples em sua etimologia, que significa a utilização dos cristais para terapia. Existem muitos nomes pelos quais essa prática pode ser chamada, como por exemplo: Gemomedicina, Gemoterapia, Cristalterapia, Litoterapia, Mineraloterapia, entre outros.

Formas de Atuação

As pedras preciosas ou semi-preciosas, são energia em forma cristalina. Elas são altamente sensíveis e radioativas. Absorvem e transmitem energia sob a forma de freqüências, por serem compostas de minerais que emitem cargas elétricas a uma elevação de pressão. As mesmas substâncias químicas que encontramos nos cristais também são encontradas no corpo humano.

Seu campo eletromagnético influencia o ambiente de forma bastante sutil; sua pureza faz com que sejam uma fonte límpida de energia. São agentes valiosos para a energia que influencia a natureza eletroquímica do organismo humano. Além disso ainda servem de ionizadores, criando o equilíbrio iônico dentro e fora do organismo.

As modalidades atualmente conhecidas e praticadas com a utilização de cristais e rochas são: contato direto com a pele, são aplicados em diferentes pontos energéticos do corpo humano, essa prática é conhecida como cristalpuntura. Também podemos colocá-los em contato com os campos energéticos que envolvem o corpo humano.

Podem ser utilizados na água para banhos, escalda pés, compressas, etc. São inúmeras possibilidades de associa-los a outras terapias. São utilizados pela homeopatia, ou como elixires de cristais, e até pela ingestão do pó de alguns cristais em algumas culturas como a Hindú.

Também são ótimos para meditações ou em espaços que trabalham com a saúde. São muito belos em jardins, nos cômodos da casa, escritório, ou em hortas, e possuem efeitos potenciais nesses espaços. Costumam ser utilizados em jóias como anéis, colares, brincos, etc. Mas poucas vezes esse tipo de utilização segue alguma orientação terapêutica.

Contra-indicações

É muito importante conhecer os tipos de cristais e rochas quanto a sua composição, estrutura e formação, para obter maior sucesso em sua aplicação. Os efeitos nocivos à saúde na maioria dos casos, não são percebidos de forma instantânea, costumam ser processos lentos e poucas vezes associados aos cristais. Mas existem casos que esses processos podem ser rapidamente percebidos e causar reações fisiológicas instantâneas.

Vale ressaltar que o mais indicado na utilização dos cristais para fins terapêuticos, é estabelecer um maior contato com os reinos da natureza e seus potenciais curativos e harmonizadores. Consultar um profissional, estar aberto ao reconhecimento do potencial curativo dessa medicina e/ou consultar bibliografias sérias, serão sempre as melhores opções.

Referências Bibliográficas

GERBER, Richard; Medicina vibracional, 1. ed. São Paulo: Ed. Cultrix, 1992

JOHARI, Harish; O poder de cura das pedras preciosas, 2. ed. São Paulo: Ed. Pensamento, 1992

SCHUMANN, Walter; Gemas do mundo, 9. ed. São Paulo: Ed. Disal, 2006

Autor: Carlos Alberto Devecchi
Formado em Naturologia pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL

Artigos Hemeroteca

Acervo Bibliográfico

2009 Apanat - Todos os direitos reservados

Desenvolvido pela S3Web