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Xamanismo

O que é XAMANISMO?

 

 

É um sistema de cura que abrange técnicas consideradas etnomédicas, com certa religiosidade e filosofia. Envolve várias formas de cura através de transes, rituais, contato direto com ancestrais xamãs, seres míticos, animais etc. (ACHTERBERG, 1996).

O xamanismo é considerado o mais disseminado e ancestral sistema terapêutico da mente, do corpo e da alma que a humanidade conheceu. Dados arqueológicos e etnológicos mencionam que os métodos xamânicos existem há pelo menos 30.000 anos, com grande probabilidade de esse sistema ser mais antigo (ACHTERBERG, 1996; ELIADE, 1998).

 

 

O que é XAMÃ?

 

 

A palavra xamã tem origem russa (saman) e, aqueles considerados xamãs, eram avaliados como sacerdotes, mágicos, líderes políticos, médicos, pajés, entre outros. Os xamãs possuem práticas específicas para atingir o êxtase ou estados alterados de consciência através de instrumentos de poder (tambor, maracás, chocalhos, pedras, cristais, etc.), animais de poder (guardião presente em cada um de nós), rodas sagradas, danças e plantas enteógenas. Normalmente, são pessoas com profundo conhecimento do ambiente e os seres, tanto na parte física quanto psíquica, emocional e espiritual (ACHTERBERG, 1996; ELIADE, 1998; LANGDON, 1996).

As funções curadoras dos xamãs são o foco primário de seu repertório. O entendimento do ser humano para seu processo de cura é percebido de forma integral, ou seja, corpo, mente e espírito unidos e, por isso, não existe isolamento rigoroso entre as doenças físicas ou mentais. Aliás, dor e outros sintomas são vistos como manifestações de informação em forma de diagnóstico, da mesma forma que os sonhos do cliente, sua aura, campos de energia e eventos incomuns da vida (KRIPPNER, 2007).

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

ACHTERBERG, Jeanne. A imaginação na cura: xamanismo e medicina moderna. São Paulo: Summus, 1996.

 

 

ELIADE, Mircea. O xamanismo e as técnicas arcaicas de êxtase. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

 

 

KRIPPNER, Stanley. Os primeiros curadores da humanidade: abordagens psicológicas e psiquiátricas sobre os xamãs e o xamanismo. Revista de psiquiatria clínica, São Paulo, v. 34, supl. 1, p. 17-24, 2007. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rpc/v34s1/a04v34s1.pdf>. Acesso em: 03 nov. 2011.

 

 

LANGDON, E. Jean Matteson (Org.). Xamanismo no Brasil: novas perspectivas. Florianópolis: UFSC, 1996.

 

 

Autor: Christian Moreira Felizardo

Graduado em Naturologia Aplicada pela Universidade do Sul de Santa Catarina.

 

Autor: Chistian Moreira Felizardo
Graduado em Naturologia Aplicada pela Universidade do Sul de Santa Catarina - UNISUL.

 

 

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